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O Expresso Polar (The Polar Express, 2004)
Eu estava planejando postar sobre o horrível Os Esquecidos, mas saí encantado do cinema. Não tinha como não ser diferente esse post. Aproveito que o filme está estreando para dizer o quão fantástico esse filme me foi/é. Não vou deixar acumular com textos de filmes que ainda pretendo escrever como o do próprio Os Esquecidos e Nina. Gostei tanto, que faço questão de estar demonstrando isso. Certo que fui predisposto a gostar do filme, era um dos que mais esperava no ano, afinal de contas é Tom Hanks em animação gráfica, mas jamais imaginaria que ia gostar tanto. A cada momento que se passava mais alucinado pelo filme eu me tornava. Inclusive acho que estou apaixonado pelo filme, coisa que raramente acontece, me apaixonar não é algo tão fácil para mim.
Não sei se é o clima natalino que o filme incorpora, se é a magia, ou se é apenas uma fixação estúpida. Fui conquistado e não me importo por qual dos motivos. Mesmo assim não hei de negar a magia que o filme traz, todo aquele espectro de fantasia, de crença, de liçõeszinhas de moral impregnadas no filme de um jeito que não me incomodou nenhum pouco - e só serviu para me deixar mais elucidado por tudo aquilo -, e de sonhos. Quero até voltar a crer em Papai Noel. Eu quero viajar pelo Expresso Polar, eu quero conhecer e acreditar no Bom Velhinho, quero lhe pedir que tudo aquilo que me traz um significado especial perdure até que meu cadáver apodreça e não sobre nada além de cinzas, deixadas para o esquecimento. Sim, o filme me trouxe toda aquela esperança. A mensagem "Acredite" incorporou minha alma. Saí feliz da sessão, contagiado pelo espírito do filme, pelo espírito natalino, saí crendo até em um mundo de esperanças, num bom futuro.
Creio que alguns vão dizer que deixar me levar, me emocionar por um filme que não proporciona nada mais que belas cenas gráficas e um roteiro sentimentalista. Pode ser que sim, o filme pode não ser tudo isso que afirmo, é um filme que apela bem mais para o emotivo que para o racional, mas e daí? o que isso importa? a emoção é muito mais forte e muito mais importante que o racional, é o que te guia...e é isso que o filme fez comigo, me guiou, me levou para um mundo de fantasias, era eu, naquele Expresso para o Pólo Norte, eu fiz aquela viagem ao lado de Tom Hanks. Cada vez mais que me lembro do filme, ao escrever isto ou apenas me recordando de suas mágicas cenas, este sobe no meu conceito, gosto cada vez mais dele, penso, inclusive, em assistí-lo novamente no cinema, de tão maravilhado que estou.
Parando um pouco com a parte melosa da minha crítica amadora, vamos a história, que é simples, mas carrega muita emoção: Um garoto não crê mais em Papai Noel, pois a razão o diz isso. E é nisso que ele embarca no Expresso polar, um expresso que o conduz até o Pólo Norte, Papai Noel e os elfos. Zemeckis fez maravilhas na adaptação no conto de Chris Van Allsburg, contando a história de uma forma a agradar adultos e crianças sem usar as mesmas fórmulas da Dreamworks. Ainda ouso dizer que além de ser a melhor animação do ano, é uma das melhores que já vi.
Graficamente o filme é fantástico, as cenas são uma droga para os olhos, de tamanha animosidade por parte das cores mais sombrias e pelos movimentos. Tom Hanks perfeito com um (aliás, cinco) personagem de CGI, não só graficamente falando, mas também como ator, se pudesse indicaria ele como Melhor ator no Oscar. Os cenários formam uma paisagem fantástica, montanhas geladas, lugares que trazem em si uma morbidez natural pelo grau de isolamento de um mundo real. A trilha sonora traz traços de Danny Elfman, em Edward Mãos de Tesoura, o que torna mais fantástico, visto principalmente na faixa Suite From the Polar Express, e tenho de dizer que adorei a canção Believe, cantada por Josh Groban. E o que é engraçado é que eu não gosto de Josh Groban, mas adorei essa canção, Remember de Tróia e For Always de A.I., todas cantada por ele.
Vou encerrar por aqui por que creio que já entenderam o quanto eu gostei do filme e o que ele me signifcou e todas as coisas que já falei acima, e que poderia discurssar por muito mais tempo, mas se tornaria mais chato e repetitivo do que já está. Eu ia dar para esse filme 95/100, mas depois do texto, concluí que esse filme não merece menos que 100, pode ser que volte a variar, pode ser que caia com uma revisão ou mesmo com o tempo, mas a emoção que este me causou vale mais do que 100 neste momento.
Nota: 100/100
Escutando: CD (Green Album - Weezer); Música (Your Song - Elton John)
Hoje não terá a sessão "A Descobrir" devido ao já ter sido colocado o filme acima que vocês devem descobrir. Assistam O Expresso Polar.
Escrito por Gabriel Carneiro às 09h19
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Cazuza - O Tempo não Pára (Cazuza - O Tempo não Pára, 2004)
Ainda bem que apenas gastei dois reais no cinema para ver esse filme super estimado. Sorte minha eu ter ido ver esse filme numa promoção do Cinemark, onde filmes nacionais, num único dia, custaria isso a sessão. Porque o filme é uma grande porcaria. Falaram tanto deste filme, que era um filme lindo e emocionante sobre um dos maiores poetas da música brasileira. Bobagem. É mais um filme com estilo dramalhão hollywoodiano para ganhar dinheiro às custas de um ídolo. A fórmula é sempre a mesma, amenizar a vida de um mito da música, transformando em um herói batalhador. Cazuza não era só aquilo que mostrava no filme, Cazuza era muito mais "porra louca" do que é mostrado, muito mais louco, muito mais drogado, muito mais pervertido e depravado. Cazuza era um ídolo inconsequente de seus atos, e o filme não o mostra assim. E falar que é um belo retrato de alguém com um nome de tanto peso.
Outro motivo que me fez desgostar do filme foi, provavelmente, o fato de eu simplesmente não gostar nem de Cazuza, nem de Barão Vermelho. Reconheço sua importância no cenário musical brasilero, mas não consigo apreciar. Gosto apenas de uma música ou outra, mas nada que me faça gostar da banda. Acho um ultraje dizer que o maior poeta da música brasileira seja ele. Na frente dele ainda vêm Chico Buarque, Renato Russo, Secos e Molhados, Amarante/Marcelo Camelo, entre outros. Mas isso já é questão de gosto. Concluindo, eu fui predisposto a não gostar do filme.
A película narra a história do cantor e líder do Barão Vermelho, Cazuza, durante sua carreira, iniciada em 1981 e terminada com sua morte devido ao vírus HIV em 1990. Sandra Werneck é uma diretora de aluguel, que fez o filme para a mãe passar a imagem de santinho de seu filho. Só se salva pela atuação de Daniel de Oliveira e de Emílio de Mello, e por poucas músicas.
Não posso dizer muito, mas Daniel de Oliveira está muito bem. Mas discordo ao falarem que está sensacional, a melhor atuação do ano, umas das melhores de todos os tempos. Está igualzinho, e blá, blá, blá. Está bem e pronto, neste ano, em atuações brasileria prefiro Pedro Cardoso em Redentor. Só porque está muito parecido fisicamente não significa que está extraordinário. Um que me chamou muito a atenção foi Emílio de Mello, como o produtor Zeca. Marieta Severo e Reginaldo Faria cumprem ses papéis.
Para quem gosta de Cazuza, a trilha sonora vai ser perfeita. com grandes sucessos como a música título O tempo Não Pára, Exagerado, entre outras, a trilha pode até empolgar...mas não passa de uma coletânea. Inclusive, gosto mais da voz do Daniel do que do próprio Cazuza. Tem seus bons momentos na fotografia. Mas para quem espera um retrato genuíno, ou até mesmo cinema de qualidade, fique longe deste filme. Quem quer filmes sobre bandas e similares, procure The Doors, Velvet Goldmine e Quase Famosos.
Nota: 45/100
Escutando: CD (If You're Feeling Sinister - Belle and Sebastian); Música (Luv - Travis)
A Descobrir
Deuses e Monstros (Gods and Monsters, 98) - Encantei-me por demais com este retrato do último ano de vida do diretor de sucessos como Frankeinstein e A Noiva de Frankeinstein, James Whale. Um filme sensível que explora bastante da vida privada do diretor, contando de seu passado e motivo de orgulho. Mostra ainda a bela relação de amizade entre ele e seu jardineiro. Ian McKellen está fantástico, esse cara é genial. Uma pena que sempre vai ser lembrado como Gandalf, ou até mesmo Magneto. O filme já vale só por ele. E o que é aquele final? Um filme inesquecível. [100]
Escrito por Gabriel Carneiro às 19h33
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Filmes da mostra:
Ocorreu em São Paulo a 28ª Mostra BR de Cinema, entre 22/10 e 4/11, contando com mais de trezentos filmes do mundo inteiro. Infelizmente só consegui assistir 3 filmes, mesmo tentando ver vários outros filmes que só consegui escutar na bilheteria: “Está esgotado”. O que me serviu de completo desânimo. Mas devo dizer que foi uma experiência interessante, a primeira vez que saio pela Av. Paulista e travessas a traz de sessões.
Eis os filmes que vi:
Detroit (Detroit, 2003) 
O filme que abriu a mostra para mim no dia da abertura foi esse alemão. Não se pode negar que a premissa da película é muito boa, mas acaba por se perder completamente. Muito chupado de Donnie Darko na bizarrice e no “viajol”. Um sujeito volta a cidade natal para o enterro do irmão, e o filme narra sua estranha viagem. Na verdade, o que me incomodou mais no filme foi ele não ter lógica alguma, em nenhum momento se explica e se torna mais confusos. Confesso que estava adorando o filme, mas ficou idiota, mesmo resguardando algumas coisas (como o discurso que ele faz baseado na carta). O que consegui tirar de proveitoso foi exclusivamente o fato de assistir um filme que nunca ninguém mais vai ouvir falar. Não entendo como o Gabriel, meu amigo que me acompanhou, gostou.
Nota: 50/100
De-Lovely – Vida e Amores de Cole Porter (De-Lovely, 2004) 
Surpreendi-me com esse filme. Não esperava boa coisa dele, e só fui ver por falta de opção. E não é que gostei. Gosto bastante de Cole Porter, mas nunca boto fé em filmes biográficos. São poucos os que realmente gosto, felizmente esse foi um deles. Eu nem preciso dizer a sinopse, pois o título em português já diz tudo. Quero acrescentar que fiquei encantado com a trilha sonora, nem as participações de Robbie Williams, Alanis Morrissete (que tem o melhor momento) e Diana Krall conseguiram estragar. Tá certo que tem Elvis Costello, mas nem por menos. Interessante foi o fato de intercalar romance, drama e musical na mesma obra, e numa obra sobre um artista tão digno. Ressalto a brilhante atuação da inossa Ashley Judd. Cinema bastante agradável de se ver, mesmo tendo umas cenas meio maçantes.
Nota: 72/100
A Música Mais Triste do Mundo (The Saddest Song in the World, 2003) 
O melhor filme que vi na mostra foi esse A Música Mais Triste do Mundo, do homenageado Guy Maddin, um diretor canadense que visa o cinema underground. Interessei-me inicialmente pelo título, achei fantástico. Depois pela premissa, e fui ver, e acabei pelo surpreendendo com o filme. É um filme muito interessante para se ver as diversas influências, assim como Kill Bill. Percebe-se bastante do visual do Expressionismo Alemão, do cinema Buñuel (que ele mesmo assumiu ser sua principal influência), e da psicanálise, sem contar dos filmes B da década de 50. Esse, afirmo, que é muito bizarro, tem coisas que nenhuma mente sã iria pensar. Quem colocaria uma mulher com pernas de vidro cheias de cerveja? Enfim, a película narra um concurso d’A Música Mais Triste do Mundo, para combinar com a Grande Depressão – pessoas do mundo inteiro são convidados para representarem seus países. É muito incomum, mas é fantástico, me fascinou do começo ao fim, e antes que me perguntem, a música é muito triste mesmo.
Depois do filme teve uma palestra/sessão de entrevista com o diretor Guy Maddin, onde o cara expôs todas as explicações para tamanha bizarrice. E gostei tanto do cara que quero ver vários filmes dele agora. Espero, não, torço para encontrar algum de seus filmes para locar.
Nota: 87/100
Filmes que estavam esgotados para meu infortúnio:
Zatoichi, de Kitano La Niña Santa, de Martel Spartan, de Mamet Os Sonhadores, de Bertolucci 5 X 2, de Ozon Apenas um beijo, de Loach Casa de Areia e Névoa, de Perelman Herói, de Yimou
Escutando: CD (The Boy With The Arab Strap – Belle and Sebastian); Música (Just like Heaven – The Cure)
Escrito por Gabriel Carneiro às 18h41
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Resultado da enquete: "Qual é o melhor musical de todos os tempos?"
Esta enquete me surpreendeu bastante, jamais imaginaria uma batalha tão acirrada entre os dois primeiros colocados. Ainda mais que era uma batalha que considerava fácil. Cantando Na Chuva (Singin' In The Rain, 52) e Amor, Sublime Amor (West Side Story, 61) ficaram pau-a-pau, com uma diferença de 1 voto. Cantando na Chuva ficou na liderança com 46 votos e 25,27%, enquanto Amor, Sublime Amor teve 45 votos e 24,73%. Eu gosto muito de ambos, são ois meus dois musicais preferidos, mas minha preferência ficou com o primeiro colocado.
Já em terceiro lugar ficou o filme que trouxe de volta os musicais para o cenário cinematográfico atual: Moulin Rouge - Amor em Vermelho (Moulin Rouge, 01). O filme de Baz Lhurmann teve 32 votos e 17,58%, uma média excelente para um terceiro colocado. O filme começou muito bem, numa disputa para quem ficava em primeiro com Cantando na Chuva, mas foi perndendo sua força.
Na quarta colocação houve um empate, O Mágico de Oz (The Wizard of Oz, 39) e My Fair Lady - Minha Bela Dama (My Fair lady, 64) obtiveram 13 votos cada, representando 7,14% dos votos totais. Um voto atrás ficou Grease - Nos tempos da brilhantina (Grease, 78), um filme que já se tornou um clássico. Com 12 votos e 6,59%.
Em sétimo ficou "Outros", com 9 votos e 4,95%. Apenas dois filmes foram citados: Um Violonista no telhado, pelo Gustavo H. Razera, e Todos Dizem eu Te Amo. A Noviça Rebelde (The Sounds of Music, 65) aparece em seguida com 7 votos e 3,85%. Nas duas últimas colocações vigoram Duas garotas Românticas (Les Demoiselles de Rochefort, 67) e Chicago (Chicago, 02), respectivamente com 3 votos e 1,65%; e 2 votos e 1,10%.
Eu fiz essa enquete porque gosto muito de musicais. E dos que figuram na enquete, só não gosto de Chicago dos que vi. Houve algumas surpresas. E isso é bom. A enquete contou com 182 votos, um grande aumento para a última.
- Cantando na chuva
- Amor, Sublime Amor
- Moulin rouge - Amor em vermelho
- O Mágico de Oz
- My Fair Lady - Minha bela Dama
- Grease - Nos Tempos da Brilhantina
- Outros
- A noviça rebelde
- Duas garotas românticas
- Chicago
Escutando: CD (Low - David Bowie); Música (In My Life - The Beatles)
Escrito por Gabriel Carneiro às 19h47
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Especial: Brian Wilson

Estranho. Devem estar se perguntando o que Brian Wilson tem a ver com cinema. Ou até mesmo quem é Brian Wilson. Mas é que tal gênio merece muito mais que um simples espaço neste blog pseudo-intelectual, mas estou tentando fazer minha contribuição. Abrindo um parênteses nas minhas críticas amadoras para falar da maior mente dó rock e de seu show no último 7 de novembro.
Brian Wilson é indicutivelmente a maior mente criativa do rock. Ele é o autor do super consagrado Pet Sounds, que conta com treze obras-primas, e do mais recente Smile. A obra que demorou 37 anos a ser lançada. Com certeza, Smile já entrou para história, e tudo graças a imensa qualidade do cd. Eu sou meio suspeito para falar deste gênio, já que Pet Sounds é meu álbum prefeirdo, e ele é um dos meus maiores ídolos, se não for o maior, mas posso afirmar sem sombras de dúvida que se não fosse ele o rock não seria o mesmo. Brian Wilson é a razão dos Beatles serem o que são, e o que o rock é hoje em dia. Imaginem um mundo sem God Only Knows ou Wouldn't It Be Nice. Impossível.
Depois dessa babação mediocremente escrita sobre alguém como Brian Wilson, me remeto um pouco ao show. Ao maravilhoso show, no Jóckey Club de São Paulo, no último domingo às 20:30. Eu tenho que parabenizar a Tim por ter conseguido trazer tal personalidade do rock; mas também tenho de criticar pela imensa falta de respeito com a audiência e com o próprio Brian Wilson. Para começar, a Tim anunciou um show com mais de duas horas e meia, e com o Smile na íntegra - foram tocadas três músicas do Smile (Our Prayer, Heroes and Villans e Good Vibrations), num show com menos de duas horas -, e segundo, como foi pedido um show com cadeiras, eles aproveitaram para ganhar dinheiro colocando garçons passando pela platéia - parecendo um bar. Uma completa falta de respeito. Mas nem isso fez com que o show fosse menos maravilhoso.
O show abriu pontualmente com a maravilhosa Sloopy John B, e terminou com a igualmente maravilhosa Love and Mercy, da carreira solo. Nesse meio houve tempo para tudo, lá estavam todos os maiores hits. Eu só fui realmente me tocar que estava vendo tal excepcionalidade quando ele começou a tocar In My Room, e eu me derramei em lágrimas de emoção. Isso durou durante as fantásticas Darlin', Imagination, Surfer Girl, I Get Around, Don't Worry Baby, Please Let Me Wonder, Wouldn't It Be Nice, entre outras. Isso já foi com certeza motivo de delírio para mim, Raphael, Gabriel e Mel - que me acompanharam no show.
Brian Wilson é super carismático, mesmo estando velho e cansado, não podia ser mais simpático. Sempre se comunicando com a platéia, fazendo coreografias durante as músicas, e dizendo "Obrigado". E percebeu-se o quão feliz ele ficava quando as pessoas formavam um coro e cantavam junto com ele, tanto que em duas músicas - California Girls e God only Knows - ele até pediu para que todos cantassem, abrindo um sorriso de lado a lado. E isso prova que ele não é só maravilhoso como artista, mas como pessoa também.
Depois de tocar as três músicas do Smile, e alguns outros sucessos, ele saiu para um intervalo. E voltou dizendo: "Let's do some dancing music", e para delírio geral começou com Do It Again, e todos que já estavam de pé para aplaudí-lo começaram a se contagiar com a música, a dançar e a pular. Depois veio Help me Rhonda, e se intensificou quando começou: "A Bar bar bar bar Barbar Ann", Surfin' USA e finalizando com Fun, Fun, Fun.
Depois de outro intervalo: "no more rock'n'roll, this is Love and Mercy", aí eu já sabia que tinha acabado, que infelizmente aquele show maravilhoso estava no fim. Que nunca mais o veria pessoalmente, e que nunca mais seria agraciado com tal oportunidade. Mesmo com os problemas de organização, posso dizer que esse foi o melhor show que já vi, e que nunca tive tanto prazer em ser fã d'A LENDA. E quero ressaltar o quão a banda de apoio foi maravilhosa, parecia que os Beach Boys voltaram, vocalizações perfeitas.
Melhores momentos: Vários, entre eles: In My Room, Don't Worry baby, God only Knows, Sloop John B, Barbara Ann, Surfin' USA, Heroes and Villans, Our Prayer e Love and Mercy.
Piores momentos: Musicalmente nenhum, apenas os garçons passando.
Infelizmente colégio e prova me fizeram perder a oportunidade de conseguir um autógrafo com ele segunda feira na FNAC.
Sinto pena de quem perdeu tal momento histórico, não indo ao show.
Escutando: CD (Live at Knebworth - The Beach Boys); Música (I'm Waiting For the Day - Beach Boys)
Escrito por Gabriel Carneiro às 20h30
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Meu Vizinho Mafioso 2 (The Ten Whole Yards, 2004)
Meu plano inicial era ver Zatoichi na 28ª Mostra BR de Cinema, o novo filme do renomado diretor japonês Takeshi Kitano, mas por uma indiferença do destino a sessão estava esgotada. Sobrou-me este filme então, que tinha curiosidade de ver, pois gostei do primeiro. Mas infelizmente este segundo não chega aos pés do original, as piadas se repetem e tornam-se chatas, a história é praticamente a mesma, e abusa por demais de piadas escatológicas. Além de trazer a tentativa de agradar mais ao público jovem com o uso constante do pastelão (cenas com quedas, porradas, e coisas do gênero é o que mais se encontra no filme). Mas vejamos o lado positivo, nem todas cenas de comédia são ruins, algumas são boas, e conseguem salvá-lo do desastre completo.
O diretor é completamente incompetente, sem criatividade alguma, e transforma em alguns momentos num romance piegas e clichê, onde, obviamente, dá tudo certo no final. E isso me irrita profundamente, transformar comédias descompromissadas, feita exclusivamente para rir, romanceando-as de um modo meloso. O roteiro não ajuda nada também, pois a história original do primeiro, se torna repetitiva no segundo.
Após o primeiro filme, Oz está vivendo felizmente com sua esposa quando é abordado por Lazlo Gogolak e seus capangas à procura de Jimmy Tudesk, que havia matado seu filho. Oz consegue fugir desta emboscada e vai atrás de Jimmy para conseguir proteção. Lazlo o segue e começa assim a perseguição.
O filme é uma perdição. Bruce Willis está completamente caricato e fora de si, está ridículo no papel, não conseguindo atingir um senso cômico decente. Matthew Perry é melhor em Friends, Chandler Bing é o papel de sua vida e isso já é fato; e mesmo que repita seu papel não consegue convencer. Amanda Peet continua linda e uma boa atriz. Mas quem roubou a cena foi o fraco Kevin Pollak, como Lazlo Gogolak, e pensar que no último filme ele foi o filho de Lazlo. Simplesmente hilário.
O filme infelizmente não consegue se destacar por nada. O primeiro filme foi um sucesso de bilheteria, e os gananciosos de Hollywood quiseram ganhar dinheiro com isso, lançando esta continuação puramente comercial. Só agrada aos fanáticos por esse tipo de comédia descerebrada. Uma pena ser tão inútil esta continuação.
Nota: 48/100
Escutando: CD (Storytelling - Belle and Sebastian); Música (You Are So Beautiful - Joe Cocker)
A Descobrir
O Homem que Amava as Mulheres (L’Hommi qui aimait les femmes, 1977) – Finalmente pude conferir a genialidade de François Truffaut, este O Homem que Amava as Mulheres é uma aula de como agir perante uma mulher. Contando a história de um homem que amava as mulheres e resolve escrever um livro sobre isso, Truffaut mostra toda sua sensibilidade num filme inesquecível. Um filme para ficar na memória das pessoas. [92]
Escrito por Gabriel Carneiro às 11h39
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Filmes vistos em Outubro
legenda: revistos
- Magnólia (Magnolia, 99)
[80]
- Velvet Goldmine (Velvet Goldmine, 98)
[84]
- Um Lugar Chamado Notting Hill (Notting Hill, 99)
[88]
- Sombras da Lei (Night Falls on Manhattan, 97)
[58]
- Colateral (Collateral, 04)
[92]
- A Outra (Another Woman, 88)
[79]
- Jovens Bruxas (The Craft, 96)
[50]
- Verão de 42 (Summer of 42, 71)
[51]
- O Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, 68)
[80]
- Kill Bill Vol. 2 (Kill Bill Vol. 2, 04)
[89]
- Luzes da Ribalta (Limelight, 52)
[94]
- O Corpo Ardente (O Corpo Ardente, 66)
[62]
- Doce Novembro (Sweet November, 01)
[81]
- Uma Rapsódia Americana (An American Rhapsody, 01)
[42]
- A Lenda do Pianista do Mar (The Legend of 1900, 98)
[100]
- Chamas da Vingança (Man on fire, 04)
[18]
- Garotos Incríveis (Wonder Boys, 00)
[80]
- O Espanta Tubarões (Shark tale, 04)
[52]
- Na Idade da Inocência (L'Argent de Poche, 76)
[67]
- Tempo de Matar (A Time to Kill, 96)
[86]
- A Humanidade (L'Humanité, 99)
[61]
- O Garoto Selvagem (L'Enfant Sauvage, 70)
[60]
- Antes do Amanhecer (Before Sunrise, 95)
[96]
- Tristana, Uma Paixão Mórbida (Tristana, 70)
[52]
- O Diário de uma Camareira (Le journal d'une femme de chambre, 64)
[66]
- Detroit (Detroit, 03)
[50]
- Meu Vizinho Mafioso 2 (The Whole Ten Yards, 04)
[48]
- De-Lovely - Vida e Amores de Cole Porter (De-Lovely, 04)
[72]
- A Música Mais Triste do Mundo (The Saddest Song in the World, 03)
[87]
- O Homem que Amava as Mulheres (L'Hommi qui Aimait les femmes, 77)
[92]
- Identidade (Identity, 03)
[92]
- A Bela da Tarde (Belle de Jour, 67)
[81]
Comentários: Bom mês, 30 filmes exatamente. 3 de Truffaut e 3 do Buñuel - Na Idade da Inocência, O garoto Selvagem, O Homem que Amava as Mulheres, Tristana, O Diário de uma Camareira e A Bela da Tarde - e digo que só fui conferir a genialidade com O Homem Que Amava as Mulheres e o Buñuel que mais me agradou foi A Bela da Tarde, mas nada de excepcional. Luzes da Ribalta é mais excepiconal Chaplin. Tem três filmes que vi na mostra - Detroit, De-Lovely e A música Mais Triste do Mundo - na qual irei comentar mais em breve.
Escutando: CD (The Man Who - Travis); Música (Creep - Radiohead)
Melhores filmes:
- A Lenda do Pianista do Mar
- Antes do Amanhecer
- Luzes da Ribalta
- O Homem que Amava as Mulheres
- Colateral
Piores filmes:
- Chamas da Vingança
- Rapsódia Americana
- Meu Vizinho Mafioso 2
- Detroit
- Jovens Bruxas
Escrito por Gabriel Carneiro às 21h32
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